sexta-feira, 16 de abril de 2021

carta aberta para minha melhor amiga de infância

Sim, essa carta tem um destinatário. Ou melhor, uma destinatária.
Eu poderia apenas fazer o que fazíamos quando criança, escrever uma carta a mão e deixar no porta-cartas do prédio, mas, talvez, isso esteja um pouco manjado para nós.

É um pouco estranho perceber que, por mais que não pareça na prática, nossa amizade mudou. Não mudou para pior, nem para melhor, apenas mudou.

Eu vejo suas fotos, suas publicações, lembro do passado, e entendo que já não sei mais tudo do seu dia a dia. Não sei exatamente o que você está fazendo, o que fará, seus planos para o futuro e o que te deixou feliz ou triste na última semana. Talvez, eu também não saiba mais todos os seus gostos, suas descobertas, seus jargões, nem suas orientações.

Mas, mesmo assim, ainda vendo essas mesmas coisas, eu sei que na nossa essência pouquíssimas mudanças aconteceram. Você ainda faz a mesma pose quando vai tirar uma selfie com alguém - junta os pezinhos, inclina o corpo um pouco para frente, levanta a câmera, junto um pouco o rosto e dá um sorrisão. Você também continua com a mesma risada - que começa com hihihi e termina com aiai. Ah! Não posso esquecer que você continua firme nas suas convicções, seja quais forem... Se está certa, vai com isso até o final, mesmo que termine com um pacote de Trakinas sendo jogado no chão da sala.

Eu sei quem você é! Passe dias, meses, anos. Mesmo que fiquemos uma década sem nos falar ou nos ver (imagino que isso nunca aconteceria, afinal, você está a um assovio de distância), eu conheço você. Parte da nossa personalidade foi desenvolvida junta. Eu tenho um pouco de você, e você tem um pouco de mim.

Hoje, eu desejo e espero que a Marina possa ter uma melhor amiga de infância, como eu tive. Alguém que estará lá para brincar, abraçar, rir, chorar e passar as férias fazendo book fotográfico caseiro. Para quem ela vai correr contar toda e qualquer novidade. Vai ter sonhos mirabolantes de construir um túnel entre janelas, ou vai desenvolver uma técnica muito avançada que envolve uma linha e um sino em cada ponta para momentos importantes que precisam ser compartilhados imediatamente. Uma pessoa que não tem tempo ruim, vai no banco, na farmácia, na casa da vó, toma chuva e milk shake com a mesma alegria.

Bo, sim será sempre a minha Bo, você é especial na minha vida! Sempre será!





Quando o Orkut voltar, eu te deixo um depoimento para cada ano de amizade (só espero que não demore muito).

Amo você!

Com saudade,

Maira.

terça-feira, 28 de julho de 2020

os pequenos gestos

Realmente, faz anos que não faço uma publicação. Muitas coisas mudaram na minha vida, mas a principal delas é que ganhei um novo cargo: o de Mãe.

Puxa! E isso tem me trazido tantas e tantas lembranças dos meus Pais, dos gestos de amor e cuidado que tiveram comigo em todas as fases da minha vida.

Essa minha atenção ao projeto de Deus chamado família não vem de hoje. Há alguns anos eu falo como minha cabeça tem mudado em relação a isso, o que antes era motivo de vergonha, agora eu cobro que exista. Eu não me importo em "passar vergonha", desde que o mundo saiba o quanto eu amo aquelas pessoas. Disse um pouco sobre isso nesse post aqui.

E agora, falando dos pequenos gestos, motivo principal desta publicação, eu posso ver quanto amor foi me dado em forma de cuidado.

Quando estou dando banho na Marina (ah! sim, esse é o nome da minha filha. rs), eu lembro como era divertido tomar banho com meu Pai, acho que eu me divertia mais do que tomava banho. Eu ficava ansiosa por essa hora do dia, e senti muito quando chegou o momento de não mais tomarmos banhos juntos. Assim, quando eu vejo minha filha de apenas quatro meses rindo para mim durante o banho dela, e se divertindo, eu imagino que sinto exatamente o que meu Pai sentia quando estávamos no chuveiro: gratidão, alegria e amor.

Esses dias também fiquei imaginando o futuro da minha pequena, como será sua vida e sua trajetória. E desejei estar ao lado dela, apoiando e incentivando, porque a Marina sempre será minha menininha. E isso me fez lembrar o cuidado que minha Mãe tem comigo. Em 2014, com 24 anos, eu fiz um curso no SENAI. Eu tinha exatamente 1h30 para sair do trabalho e chegar lá, e esse também era o tempo que levava todo o trajeto, se nada desse errado. Eu passava em casa para buscar o carro antes do curso, pois de transporte público eu levaria o dobro de tempo. Agora entra a doce lembrança: todos os dias minha Mãe me esperava com a chave do carro e um lanchinho cheio de amor: bisnaguinhas com manteiga enroladas num papel toalha e leite com chocolate numa garrafinha, e às vezes ainda tinha uma bolachinha para o intervalo, tudo numa sacola tipo zip. Só de lembrar, me vem o sabor desse carinho.

Olha! As lembranças são inúmeras, eu poderia passar dias e dias escrevendo sobre cada cuidado, mas eu gosto de lembrar, sorrir e pensar: que sorte a minha!

Meus Pais poderiam ter me dado uma casa enorme, viagens para o exterior e muito luxo... E teriam dado se tivessem condições... Mas, se não fossem esses pequenos gestos, que não custaram nem um centavo, talvez eu não me sentisse tão amada! Completa e agraciada! 

Acredito que a vida em família é isso: é separar um tempo nosso para cuidar de quem amamos. E a gente nem percebe a marca que deixa no outro com gestos tão simples de carinho.

Como dizem, ser presente é muito melhor do que dar presente! Eu sou infinitamente grata por ter aprendido isso da melhor forma: por meio do exemplo!

quarta-feira, 8 de março de 2017

mulheres: as damas de ferro

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Data para lembrar as mulheres que marcaram e mudaram o rumo da história, seja da sociedade ou a nossa. Para mim, também é tempo de olhar ao redor e agradecer por ser a mulher que sou e por todos que colaboraram para isso.

Ainda bebê aprendi que não existe cor de menino e cor de menina. Mamãe comprava a maioria das roupas em branco e tons claros de amarelo e verde. Em casa, sempre ficou claro que a mulher pode ser e fazer o que quiser. Papai me incentivou a mostrar meu valor desde criança - "não traga desaforos para casa". Quando me julgavam pela minha aparência ("gorda, baleia, saco de areia") ou pelo meu sexo ("claro que você não sabe/não tem força/vai errar, é menina"), meus Pais sempre estavam do meu lado para mostrar que essas pessoas não sabiam de nada - "imagina, filha, você é muito melhor do que eles... não liga para isso", diziam com todo o amor do mundo.

Cresci com minha Mãe sendo secretária do lar, nome bonito para dona de cada. E minhas avós também. Dizem que quem tem esse trabalho não faz nada, mas acho que esqueceram de avisá-las. Com essas mulheres, nenhuma semana foi de férias. Até mesmo quando "estou de folga hoje", coavam o café, do café da manhã da família. E mesmo que só trabalhando para a casa, com elas aprendi que as tarefas domésticas precisam ser dividas com todos. E, assim, meu Pai mostrou que cuidar de mim e me educar também é tarefa dele, assim como tirar o pó dos móveis ou lavar a louça. Sendo que não há demérito algum em um homem compartilhar as tarefas da casa.

Quando entrei na universidade, pouco - ou talvez nada - se falava sobre feminismo. As mulheres lutavam caladas. Ingressando no mercado de trabalho, o famoso preconceito por ser mulher começou a rondar. Bons resultados foram justificados com "certeza que ela dá em cima dos diretores". Chances de efetivação não aconteceram porque "não tem nem 30 anos". "Os clientes não entenderiam uma mulher no comando, você entende isso, né?". Porém, às vezes, tudo são rosas (e sem espinhos). Durante a vida profissional trabalhei com grandes exemplos de pessoas que lutam pela igualdade no mercado de trabalho. Destaco que dentre essas pessoas, duas são homens. Chefe de antes e de agora, homens que se esforçam ao máximo para que não haja qualquer opressão com as mulheres a sua volta. Eles se esforçam diariamente para serem melhores em casa e no trabalho. Querem apoiar as mulheres e suas lutas. Inclusive, acredito que cabe dizer aqui o presente que a equipe feminina da Race Comunicação ganhou hoje: ingressos para assistir Estrelas Além do Tempo no cinema durante o horário do expediente - isso foi incrível demais.

Enfim, há aproximadamente três anos, passei a dar mais visibilidade ao meu eu feminista. Provavelmente porque [1] passei a ler mais, [2] comecei a conversar e discutir mais, [3] casei. Ah! Sim. Este último me testa constantemente - "até que ponto é minha obrigação?". Mas, ainda bem, não casei com um completo otário. Meu marido divide as tarefas de casa comigo, não menospreza o meu crescimento, acredita em mim, não chateia se quero sair sozinha e, o mais importante, se esforça para ser um homem melhor todos os dias.

Claro! O mundo ideal, pensando em igualdade de gêneros, está longe de acontecer. Talvez, nem mesmo minhas netas poderão viver neste mundo. Mas, eu sei que nós, a maioria das mulheres, estamos fazendo a nossa parte. Não posso esperar que um homem seja feminista, porque ele não imagina como é ser mulher, mas posso ensiná-lo como é sentir a nossa dor para que de pouco em pouco suas atitudes possam mudar. Hoje, quando encontro homens que valorizam as mulheres, que defendem o feminismo, eu sinto muito orgulho. E quando vejo crianças entendendo esta doutrina, eu penso que estamos no caminho certo.

Seguiremos,resistindo, porque só assim existiremos!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

a força da minha mãe

Provavelmente 90% dos meus amigos do Facebook já trocaram suas fotos de perfil por uma linda foto com a mãe, em homenagem ao Dia da Mães. Grande parte deles ainda colocou a moldura com I <3 Mom, campanha da ONG "Susan G. Komen".

Esta é uma instituição norte-americana sem fins lucrativos de apoio ao combate contra o câncer de mama, fundada por Nancy Brinker no ano de 1982 em memória a sua irmã Susan.

O que me motivou a também trocar a foto de perfil por uma com minha mãe e ainda colocando a moldura foi saber justamente disso.

Nem todos que convivem comigo sabem, mas minha mãe, sim aquela Silvia sorridente, já teve câncer de mama. Com pouco mais de 30 anos, fazendo o auto exame, ela descobriu que estava com câncer, precocemente.

Eu ainda era uma criança... Sabia, mas não entendia o que estava acontecendo. Só tinha certeza que não queria perder a minha mãe. Por Deus, ela conseguiu passar em um ótimo mastologista, em pouco tempo fez a cirurgia, logo a radioterapia, e em poucos meses estava "curada".

Desde então, o acompanhamento dela para possíveis tipos de câncer é anual, e o meu também. Uma vida de incertezas contra esta doença.

E a força dela em superar esta batalha, em ser incrivelmente uma mulher de coragem é o que me faz ter a certeza de que a minha mãe é a minha heroína, minha mulher maravilha.


Todos os passos da minha mãe guiaram os caminhos dela e também os meus. A experiência de vida dela tornou a minha vida mais leve. O exemplo dela me ensinou a não aceitar ser passada para traz, a lutar pelo que é certo. A não desistir de nada, nunca!

Obrigada, Mãe, por ser quem é! Por, depois de Deus, ser a pessoa a estar do meu lado em todos os momentos da minha vida, os ótimos e os péssimos. Por me acompanhar em tudo. Agradeço até por cada bronca, por cada "vai pro seu quarto e deita na cama", esses momentos foram difíceis, mas me ensinaram a não ser tão mimada, mesmo sendo filha única.

Eu amo você, Mami! Não posso nem quero imaginar um dia sem que não exista você na cidade vizinha, do outro lado da linha ou da tela.


Feliz Dia das Mães (algumas horas antecipadas)!

sábado, 26 de março de 2016

Tríduo Pascal: minha primeira vez

Como é possível perceber ano após ano eu tenho deixado de escrever neste blog. Não porque desisti de escrever, mas porque tenho mostrado minha opinião nas redes sociais (sim, um erro).

Mas, nesta última semana, a Semana Santa, tenho tido mais vontade de escrever e de falar, não de amenidades, mas sim de Deus. Não me converti ontem, não mudei de religião, nem nada catastrófico aconteceu comigo, eu apenas senti que o "cara lá de cima" quer que eu me aproxime mais e tenha fé, saiba que os planos para minha vida já estão escritos e eu só preciso acreditar.


Como, quando, onde isso aconteceu?

Bem, isso vem acontecendo desde que resolvi casar com o Fábio (amo você, amor) senti na pele o que as pessoas diziam: Deus ajuda os noivos. Ele se fez presente em tantos momentos, nos ajudou e deu força. Nos mostrou tantos testemunhos... Como não acreditar?

Casamos, fomos em nossa primeira Missa da Família na nova paróquia e, desde então, adiamos domingo a domingo a próxima visita à igreja. Mas, em algum momento nesta vida, eu tinha que tomar vergonha na cara. E dia 20 de março, acordei cedo e fui à missa das 9:30.
Para minha surpresa (a perdida no catolicismo), era Domingo de Ramos e eu não tinha nenhum ramo, nem plantinha, nem nada. Quero acreditar que ninguém se importou com isso (rs). Então, aceitei este fato (porque dói menos) e assisti a missa. 

vamos a Ele com as fores dos trigais,
com os ramos de oliveira, com alegria e muita paz.
santo é seu nome, é o Senhor Deus do Universo.
glória a Deus de Israel, nosso Rei e Salvador.

Em dois momentos senti que o Papai do Céu estava falando comigo. Primeiro, no lugar que escolhi sentar tinha um santinho de oração: "obrigado por ter voltado", era o que estava escrito. Depois, ao final da missa, o Padre Tiago convidou toda comunidade para participar do Tríduo Pascal (o que até então eu nem sabia o que era) e durante o convite ele falou: "os horários não são os melhores, mas, se você arruma tempo para ir em uma festa, por que para Jesus será diferente?". E ouvir isso junto com ler o folheto foi um chacoalhão em mim. Saí da missa determinada a ir à igreja nos próximos dias para celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo.


Tríduo Pascal, WHAT?!

É, eu nunca tinha ouvido falar sobre isso e, olha, que minha Vó Hilda (Mãe do meu Pai) era extremamente dedicada às práticas religiosas. Enfim, explicação rápida...

O Tríduo Pascal é o conjunto de três dias: Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Vigília Pascal, véspera do Domingo de Páscoa. No primeiro dia celebramos a ceia do Senhor, e acontece o ritual de lava-pés, onde Jesus lavou os pés de seus apóstolos, até mesmo o de Judas Iscariotes (já sabendo que ele seria o delator). No segundo dia, lembramos a caminhada de Jesus até ser crucificado e morrer no Calvário para que possamos ser salvos e perdoados. Por fim, no sábado, último dia, comemoramos a sua ressurreição, e renovamos nossas promessas do batismo.

Jesus erguendo-se da ceia,
jarro e bacia tomou,
lavou os pés dos discípulos,
este exemplo nos deixou.
aos pés de Pedro inclinou-se:
ó Mestre, não por quem és?
não terás parte comigo,
se não lavar os teus pés.

(Naquela época, todos calçavam sandálias, então os pés dos senhores eram sempre lavados pelos escravos assim que chegavam em casa. Por isso, Pedro não achava justo que Jesus lavasse seus pés, já que ele era o Mestre. O que Pedro só entendeu depois é que Jesus fazia isso para mostrar quem estava com ele, como sinal de piedade.)

Bom, a Semana Santa só termina amanhã com o Domingo de Páscoa. Mas minha alegria de estar vivendo isso e a ansiedade de contar ao mundo é tão grande, que eu não consegui esperar o final deste período. Então, durante a semana eu devo escrever mais sobre esta experiência.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Passamos a entender melhor a vida

Acho incrivelmente fantástico como nossa concepção sobre atitudes muda ao longo dos anos. Como nós, seres humanos, somos uma metamorfose ambulante.

Desde sempre tive a facilidade de poder me locomover de carro e contar com a gentileza dos meus pais para isso. Eles nunca se importaram em acordar cedo ou dormir tarde ou, até mesmo, sair no meio do dia para me levar a algum lugar. Sinto às vezes que até mesmo abusei demais desta atenção.

Mas o que quero mostrar neste texto é como tudo muda a medida que ganhamos idade.

Mesmo com meus pais, e algumas vezes meus avós, me levando e buscando de mil lugares sinto que não agradecia da forma correta. Em muitos momentos, eu morria de vergonha!

"Todo mundo vai de ônibus/metrô/a pé, só eu vou de carro", dizia. Nem imaginava que meus amigos gostariam de ter esta mesma oportunidade. Mandar tchau e beijo antes de não ver mais meus pais era quase a morte. Quando eles mandavam uma buzinadinha, eu gostaria de ser um avestruz e me esconder no buraco.

Enfim, há uns anos, quando deixei a era aborrecência e tirei a carteira de habilitação, passei a sentir falta dessas caronas constantes e desse tchauzinho "constrangedor". Hoje, mandar um aceno para meus pais é como se eu dissesse "vai com Deus, amo você, volto logo".

Nos dias que correm, eu gosto que eles esperem eu virar as costas e amo quando me mandam um balançar de mão com aquele sorriso estampado no rosto. E sinto muita falta quando não o fazem. Depois, até dou bronca quando chego em casa.

Afinal, estão com vergonha de mim?!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A filha, pela mãe

Segunda-feira, chega ao meu escritório uma adolescente falando que é transviada e quer que eu ajude a mãe dela a entender o assunto. E depois de dois dias, me aparece a mulher, desesperada, pedindo conselhos, como se eu fosse psicóloga ou algo do tipo. Chegou e já foi logo sentando num sofazinho que tenho perto da porta, e em seguida começou a falar:

- A senhora já ouviu falar em transviada? Pois então, minha filha é; tem 15 anos, mas finge ter 17, anda por aí como se fosse um moleque, com calças largas, casacão e mangas arregaçadas, vive se metendo com gente que não presta e eu é que não mereço isso!

Há pouco tempo, fez par com um menino da mesma idade que ela – acredite a senhora, ele diz ter vindo dos Estados Unidos, mas mal sabe falar inglês, como pode? Bom, esses dias ela chega com a novidade que está grávida, mas é apenas uma menininha! A notícia veio como um choque, já que sou mãe solteira – ainda não sei onde errei pra ter uma filha dessas, viu?! Sabendo da notícia, logo fui atrás do pai do menino, disse que ia dar queixa, só que nesse caso o crime é recíproco. Eu achei o fim do mundo! Afinal, se denunciar o guri, levam minha filhinha também.

Aí, pensei em tudo, em aborto, em lhe mandar pro interior, na casa da avó. Até cheguei a dar umas boas palmadas nela. Mas, a conclusão foi que ela tinha que casar, o menino concordou, mas ela não quer, porque quer ser modelo, aeromoça e enquanto o bebê não chega, diz que eu tenho que segurar as pontas, ou então vou ter que sustentar os três – até prefiro!

Sei que a senhora não tem nada com a minha vida, mas teria como publicar uma reportagem dando alguns conselhos para que ela veja que é melhor casar com aquele boboca, do que ter o nome mal falado por aí? Quem sabe, emendar o conselho com uma reportagem sobre mocidade transviada. Ah! Isso sim seria uma boa – dá licença para dar uma deitadinha aqui?



Pequena crônica escrita por mim nos idos de 2007.

sábado, 25 de janeiro de 2014

O quê eu aprendi com o pé imobilizado?

Hoje faz uma semana que meu pé esquerdo sofreu um entorse, na hora eu pensei que não fosse nada demais, continuei meu caminho para a aula de Zumba, dancei com moderação e depois, quando meu corpo esfriou, percebi que não conseguia pisar no chão. Que alegria começar meu ano deste jeito, não é mesmo? Presentão de aniversário da prefeitura de São Caetano do Sul e suas maravilhosas calçadas! 

Enfim, este problema eu resolverei no tribunal de pequenas causas com o Sr. Prefeito. Afinal, aumentar o IPTU e me fazer pagar R$ 3,00 na condução pra não andar mais de 5km, ele bem que sabe!

Mas, desde criança aprendi que devemos tomar lições de tudo que acontece em nossas vidas, sejam elas boas ou ruins. Deus pode nos colocar em dificuldades para podermos crescer, amadurecer e ganhar mais empatia. Com o meu atual contratempo, eu aumentei a capacidade de me colocar no lugar de outras pessoas que sofrem de mobilidade reduzida. 

Sempre fui uma cidadã que ajuda quem precisa, em especial em locais públicos como os transportes coletivos, porém nunca me dei conta de que milhares de outras pessoas não estão dando a mínima para isso! Enquanto outras, além de se importar, se preocupam com o próximo.

Pois bem, durante esses dias que estou com o pé imobilizado por esta bota, eu aprendi que:
  1. Homens se preocupam muito mais com o próximo do que as mulheres (e não digo isso porque sou mulher e fui privilegiada, mas sim, porque comecei a perceber que os homens se preocupam mais).
  2. Mulheres e adolescentes se fingem de mortos quando o assunto é ceder o lugar no transporte público.
  3. Idosos preferem ficar de pé ao ver alguém com mobilidade reduzida se equilibrando no metrô.
  4. Mães ainda ensinam seus filhos a serem educados. "Filho, calma! A moça tem que entrar primeiro, ela não vai conseguir correr se a porta fechar". "Desculpa moça, minha filha não percebeu que você está com o pé quebrado".
  5. No trem, você será empurrado, a ponto de chutarem a sua bota e ainda te xingarem por andar devagar e com algo tão duro por aí.
  6. Você fará amizades mais facilmente do que possa imaginar. Mas, grande parte só vai falar com você para te zombar, é aí que entra o jogo de cintura. "Moça, quer ir jogar futebol lá perto de casa neste final de semana?" "Opa, claro amigo! Mas, me chama daqui um mês!". "Mas, você está andando rápido, né?!" "Quando eu engatar a primeira você vai ver o que é rápido".
  7. A cidade de São Paulo não está adaptada para a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. Sem dúvida, a maioria das rampas não seguem as normas ABNT de acessibilidade.
  8. Se você for em um prédio comercial, o departamento de segurança do trabalho não te deixará sair do térreo.
  9. O atendimento preferencial não funciona para pessoas com menos de 60 anos, mesmo que estas não possam ficar de pé esperando a boa vontade dos lojistas.
  10. Você perceberá que seus amigos ficaram ainda mais carinhosos com você. Mesmo você tendo um trambolho no pé! ♥

domingo, 1 de setembro de 2013

Dia da Bailarina

Você usa longos corredores para treinar grand jeté? Você tem mais sapatilhas do que sapatos normais, e suas sapatilhas sempre furam com mais ou menos três meses de aula, então você a remenda com esparadrapo? Alguns te confundem com um pedaço de borracha? Em vez de dedos você tem bolhas nos pés? Você vive roxa em alguma parte do corpo? Você está sempre ocupada contando até oito? Você sobe na meia-ponta quando conversa com seus amigos? Você se senta na abertura confortavelmente? Você coloca sua sapatilha de ponta para alcançar objetos que estão em lugares altos? 

A dança é a vida, e o resto é apenas um passatempo? Piruettes e fouettès são as palavras principais de seu vocabulário? Você conhece mais palavras em francês do que em inglês? Você só consegue contar até oito? Você ri quando alguém que não dança reclama que o pé está doendo? Assistir televisão é a hora de se alongar? Você promete nunca parar de dançar? Você atravessa um corredor dançando ao invés de andar? Todos os seus amigos estão no cinema enquanto você está ensaiando? Você faz pliés e tendus enquanto está na fila? Você faz saut cheval nos estacionamentos e quando desce a rua? Você tem os músculos mais fortes do que os meninos do seu colégio? Você usa breu em vez de sabão? Antes de qualquer coisa você conta 5, 6, 7 e 8? Você escova os dentes treinando balance devant, à la second e derrière? 

SIM?! Então, somos bailarinas.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

acima do sol

você já se sentiu perdido? caminhando sozinho? em busca do nada?

como se sentir assim é complicado... você olha pra direita e nada, pra esquerda, menos ainda, pra frente ninguém e para trás um montão de dias mal aproveitados.
ah! sim... no passado você pensou que estava tudo certo, que encontraria um jeito para tudo e que o final feliz estava ali, na ponta do seu nariz.
bom, e agora? e agora, que todos os sentimentos mais lindos que você já sentiu na vida não passaram de uma simples ilusão, de um sonho sendo sonhado sozinho, de uma vontade única, por ser ímpar e por ser só sua.
você ali... lutando, fazendo planos, seguindo adiante e puxando com muita força quem deveria estar do seu lado mirando o mesmo destino que você.

até que ponto vale a pena carregar alguém esperando que o comodismo seja deixado de lado? a solução seria seguir só? ou continuar sonhando com o final feliz?
não sei, ainda. todas as escolhas teriam dias difíceis e lágrimas teimando em cair, junto com sorrisos esporádicos e a construção de mais sonhos em busca do "viveram felizes para sempre".

quem entende esse lance todo? SOS, me explica!?


terça-feira, 30 de abril de 2013

O Metrô é uma droga. Vamos fumar o Metrô!

Dia 30/4, véspera de feriado e você demora mais de 30 min. para chegar de uma estação de trem à outra, caminho que, normalmente, é percorrido por apenas 2 min.

Então, você abre o noticiário e de cara lê a seguinte matéria publicada no Portal da Folha Online: 'Quebramos vidros porque tinha gente passando mal', diz usuário do Metrô de SP, na qual o Metrô responsabiliza os usuários pelo agravamento da falha nos trens da linha 3 -Vermelha, que acarretou transtornos em outras linhas e estações, como o terminal Luz, um caos por natureza.

Taí. Você paga R$ 3,00, pessimamente utilizados, para ver os usuários passando mal, e ainda serem considerados os culpados por uma falha operacional. Incrível, não?!

Provavelmente as pessoas que coordenam o Metrô e a CPTM, ou seja, o Governo do Estado de São Paulo, não andam de transporte público. Pois, só quem ficou mais de 10 min. trancafiado dentro de uma composição de trem sabe o que é desespero. São mais de 300 pessoas num mesmo vagão, no mínimo 250 dessas pessoas estão de pé, muitas vezes segurando mochilas pesadas, pois dali vão ao trabalho e depois para a faculdade pensando em garantir uma vida mais digna [?], mães estão segurando suas crianças pequenas no colo para levar a creches ou médicos antes de irem trabalhar, mulheres grávidas, idosos e por aí vai... São milhares de pessoas dependentes de um transporte ridículo, que de 365 dias no ano, falha dia sim e dia não.

No último mês, a Agência Estado publicou uma matéria (Dobra o número de falhas que prejudicam o metrô de São Paulo) mostrando o quão vergonhoso é o serviço prestado por esses "terminais de passageiros" (ou terminais de carga?). Nos últimos 3 anos as falhas dobraram, prejudicando mais de 1 bilhão de paulistas. Mas, para eles é normal... Afinal, realizaram a compra de novos trens, reduziram o tempo de paradas [sic!] e aumentaram a oferta de viagens.

E vocês ainda reclamam? Quanta ruindade!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Disney: inspiração de amor

Quando somos crianças assistimos todos os desenhos da Disney e esperamos que nossa vida siga pelos mesmos caminhos... uma linda princesa, com pais fantásticos, que enfrenta alguns desafios, encontra seu príncipe e vive feliz para sempre. Mas, não demoramos muito mais do que 12 anos para perceber que contos de fadas não passam de contos de fadas.

É. A realidade é uma droga, mesmo. Porém, mesmo sabendo que a probabilidade de se viver no mundo fantástico da Cinderela & Cia. é menos zero, nós meninas/mulheres gostamos de sonhar que em um belo dia  de outono, um lindo rapaz de olhos verdes chegará montado em um belo cavalo branco.

Aí o primeiro que nos trata como uma mini-princesa já leva todo esse amor gratuito com os sonhos de um final feliz, pois então... - bangue - ...você acorda e cadê o príncipe? Provavelmente voltou para o cavalo branco e te deixou só com o sapo.

Será que é sempre assim? Ou com o tempo o sapo volta a virar príncipe? Deve ser esse o segredo das princesas da Disney, por isso que o desenho termina no "viveram felizes para sempre"...


coração não é tão simples quanto pensa.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

você conhece o verdadeiro amor?


Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter a triste monotonia do matrimônio.

O mestre disse que respeitava suas opiniões, mas lhes contou a seguinte história: Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã, minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um infarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e, quase se arrastando, a levou até a caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou! Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados. Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro, se não tem ideia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.” Ele fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros… Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim, e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto, que não gostaria que sofresse assim.” Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”

E por fim, o professor concluiu: Naquele dia, entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas. Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar, pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

Quem caminha sozinho, pode até chegar mais rápido. Mas aquele que vai acompanhado, com certeza, chegará mais longe, e terá a indescritível alegria de compartilhar alegria… alegria esta, que a solidão nega a todos que a possuem!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

rogai por nós Santa Maria

Alguém consegue não se emocionar ao ler as notícias do incêndio em Santa Maria?
Eu não consigo. Juro. Eu tentei não me envolver, ser fria, não buscar culpados. Mas, é impossível... Ainda sou ser humano, ainda sinto dor ao ver tragédias, meu coração ainda aperta ao ver pessoas chorando.

Magoa muito pensar que amigos tiveram que ver amigos morrendo e não puderam fazer muito, pensar que amigos se abraçaram para morrerem juntos, pensar que bombeiros tiveram que ser os porta-vozes ao atender os celulares das vítimas, pensar que pais tiveram que reconhecer seus filhos, pensar que os olhos miravam as paredes do ginásio em busca de não encontrar o nome do ente querido que se foi. E de pensar em tudo isso, me sinto pequena, indefesa e frágil.

Não entendo como alguns conseguem fazer piadas de humor negro, como outras boates querem usar o caso para sair por cima, como religiosos fervorosos culpam as próprias vítimas por estarem se divertindo, como a imprensa parece se divertir com a audiência do caso. Me impressiona a falta de sensibilidade de algumas pessoas.

Por outro lado me conforta ver pessoas que realmente se importam com o ocorrido e com as vítimas. Bombeiros dando o melhor que podem, voluntários se empenhando e saindo de todos os lugares do Brasil para ajudar, empresas de ônibus doando passagens para enfermeiros voluntários de outros estados, sociedade solidarizada, governo e exército em total apoio e comoção. Por causa desses eu ainda sinto orgulho do meu acolhedor País.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

vinte e três verões

Hoje, mais um verão está passando pela minha vida... Ao todo foram 23.

Isso é fantástico! Em especial porque consigo olhar para os outros 22 verões e ver que construí uma vida com base nas lições que aprendi com meus pais. Uma vida com grandes vitórias, grandes amigos, grandes conquistas, grandes escolhas, uma grande vida.

Ao longo desses anos, que ainda considero poucos anos, formei um castelo de tudo que é bom: sentimentos, sensações, sorrisos, abraços. Tudo do melhor e mais especial. Reaprendi que verdadeiros amigos existem, que eles podem ser de anos ou de meses, podem ser vizinhos ou morar do outro lado do estado, tanto faz, mas o importante é eles existirem.

Nessa mais uma comemoração sou grata aos meus pais por serem os primeiros a me dar amor incondicional e me moldar para que eu fosse o que sou; a minha família por acreditar, apoiar e se orgulhar de mim; aos meus amigos por tornar todos os momentos especiais; ao meu amor por ser quem me completa. E acima de tudo, sou muito grata a Deus simplesmente por ele ter colocado pessoas incríveis do meu lado ao longo do meu caminho!

Quando fiz 18 anos, a +Mayara Potenza me disse que eu não poderia ter nascido em dia melhor, porque hoje também é comemorado o Dia Internacional do Riso. E sabe, eu concordo com ela. Comigo não tem tempo ruim, não tem lágrima que escorra, não tem bico que não murcha. Espero que eu tenha conseguido (e continue conseguindo) cumprir o meu propósito de fazer cada dia mais pessoas rirem, mesmo que seja de mim!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

minha menina Nina

Nas últimas semanas, eu percebi como as pessoas são más e desumanas. Claro que não todas, só a grande maioria!

Há três semanas eu resgatei da rua uma linda cachorrinha a qual dei o nome de Nina, como a cantora de jazz negra Nina Simone, pelo fato dos pêlos da cadelinha serem pretinhos. rs 

Logo nos primeiros dias percebi como a Nina era uma cachorra especial, muito educada e carinhosa, não faz necessidades dentro de casa e adora um afago na barriguinha. Mas, para mim ela ainda tinha um problema: não era castrada. Pois bem, fiz de tudo... dei banho, remédios para vermes, pulgas e carrapatos, levei ao veterinário para saber se sua saúde estava bem e para castrar. E então, ela, mesmo com cinco anos de idade, seria a cachorra perfeita para qualquer lar.


E aí foi quando cai na realidade dos seres "humanos". Passei duas semanas ligando, conversando, mandando emails, postando em mil redes sociais, cadastrando em sites para adoção, enfim, dei o meu melhor para conseguir um novo lar para ela, já que meu apartamento já conta com dois cachorros de porte médio. 

Algumas pessoas conseguiram ao menos compartilhar a foto e meu apelo, mas muitas, muitas e muitas outras pessoas não fizeram nada a não ser dizer "ai, que linda!", então porque não fica com ela? "ah. se fosse de raça eu pegava..." ou "puxa, eu precisava mesmo era de um cão de guarda", beleza, eu consigo um para você adotar, quer mesmo? conheço algumas ONGs, será demais! "melhor não, o meu ainda nem morreu...". Ainda teve aquelas respostas "mas, eu já tenho um que vale por 3", amigão! eu tenho TRÊS que valem por mil, sentiu o drama? Tinham também os que tentavam ajudar "leva no canil", mal sabem eles que nesse lugar grande parte dos animais são sacrificados. "cachorro? argh, se fosse gato..." mesmo? conheço quem doa gatos, "hahaha, brincadeira".


A conclusão da história acabou sendo a já esperada e não adorada pelos meus pais. A Nina será nossa mais nova companheira, que nos dará amor incondicionalmente, que nos deixará nervosos, mas irá compensar tudo isso na primeira lambida na bochecha. Caberá a nós somente retribuir com todo o carinho do mundo! E se você que tem espaço em casa, somente um cachorro e não adotou a Nina vier chorar dizendo como está se sentindo sozinho, minha resposta será: Puxa! Que peninha... Eu tenho três melhores amigos que não me abandonam nunca!

domingo, 7 de outubro de 2012

eleições municipais, sempre uma vergonha

Já que o primeiro turno das eleições municipais acabaram eu vou me rebelar e colocar minhas garras para fora. rs
Até agora não me manisfestei em nenhum momento, pois acredito que para votar só basta saber o usar cérebro. E para aqueles que votam por causa da opinião dos outros, fica aqui meu desprezo.
Então, vamos lá... Que fique claro as seguintes coisas:
  1. não tô nem aí que seu pai / tio / vô / sei lá mais o quê foi um bom político, você não é ele.
  2. passar o horário eleitoral e sua propaganda política falando mal dos seus adversários é a maior infantilidade que existe.
  3. usar personagens famosos para alavancar sua campanha é tosco. O Marlon Brando nunca ouviu falar de você, tire ele dos seus cartazes.
  4. e daí que você é o único candidato a vereador muçulmano / evangélico / umbandista / católico? Não estou elegendo o novo representante da minha igreja.
  5. jura que você ganha a vida rebolando na cara dos outros e acha que isso faz de você um candidato de sucesso?
  6. se você me entregar adesivos da "família feliz" com uma família toda loira, esteja certo que eu não vou votar em você.
  7. o ex presidente apoia sua campanha? Grande porcaria!
  8. não se vanglorie em ser "ficha limpa" se você deixa a cidade suja.
  9. boca de urna é crime, se eu passei por você hoje, saiba que eu te denunciei!
  10. poxa, você não sabe quais são as leis do TSE? Então o que quer fazer na câmara?!

Nas próximas eleições, quando vamos eleger os candidatos a presidência da República, espero que todos os cidadãos pensem melhor!

domingo, 23 de setembro de 2012

Alzheimer: triste e sem cura

Já perceberam como as pessoas tem mania de dar adjetivos às doenças?
Ah! O câncer é doloroso, a AIDS é vilã, a hepatite é silenciosa etc. etc. etc.
Eu concordo -em alguns casos- com esses adjetivos, mas existe uma doença que quem tem não sente dor, e muito menos se lembra que a possui. Essa doença é o Alzheimer, para mim a doença mais triste que existe.

Na última sexta-feira (21) foi o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, só quem já teve/tem um familiar com ela sabe o que passa. Ter que identificar os objetos, ter que anotar tudo em um caderno, ser esquecido por aquela pessoa tão especial... chega a doer o coração. Acho que é essa a dor do  Alzheimer, quando a tristeza aperta e o coração chora.

Os números mostram que são registrados por ano sete milhões de novos casos, o que representa um novo caso a cada quatro segundos. E alguns especialistas acreditam em fórmulas naturais para prevenir o Alzheimer, são elas: ter uma alimentação rica em frutas, legumes e Ómega 3; desafiar a mente todos os dias e regular o stress.

Evitar que a doença apareça parece fácil, até! E eu espero que seja.


domingo, 12 de agosto de 2012

Pai

feliz dia do pula que eu te pego!
feliz dia do vou contar tudo pra sua mãe.
feliz dia do vai que eu te seguro!
feliz dia do tô indo te buscar.
feliz dia do minha menininha!
feliz dia do está muito curto.
feliz dia do não tinha coisa melhor?


amo você, paizinho ♥

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Olha! Dois patinhos na lagoa.

Hoje eu comemoro mais um verão com chuvas de verão, para ser mais exata o 22º verão - o que não significa que eu estou uma morena jambo.
E em todos esses anos eu só tenho que agradecer a todas as pessoas que passaram na minha vida, todas aquelas que o destino fez questão de colocar ali no meu caminho, com todas eu aprendi algo, com todas eu evolui e com algumas eu continuo aprendendo e evoluindo, já que muitas não fazem mais parte do meu cotidiano, mas continuam fazendo parte da minha vida, da minha história de vida!

Como eu adoro fazer aniversário, o único dia que eu posso chamar de meu, e me deem licença porque eu vou curtir ele do meu jeito, seja em casa, no trabalho ou saindo!
Ah! E as mensagens cheias de votos de felicidades, conquistas, amor e paz, e os abraços, os telefonemas, os presentes, mas principalmente os abraços de preferência com as trocas de energias positivas e sorrisos sinceros no rosto, amo muito isso, me sinto renovada.

Então, por todos os momentos do dia de hoje compartilhado com tantas pessoas especiais que se lembraram ou foram lembradas da minha estreia no Mundo, meu MUITO OBRIGADA!